PROMÍSCUIDADE VS CHAMADO
PROMISCUÍDADE VS PROPÓSITO
Muitas pessoas hoje têm sido aprisionadas pela pornografia. O que começou, para muitos, como curiosidade ou exposição precoce, tornou-se uma prisão silenciosa que escraviza a alma, distorce a identidade e destrói relacionamentos.
Atendo centenas de homens e mulheres que diariamente relatam suas histórias e o momento em que tiveram o primeiro contato com essa prática. Em muitos casos, a origem não foi uma escolha consciente, mas traumas profundos: abusos sexuais, exposição indevida ao sexo ainda na infância, ou até mesmo o choque de verem seus próprios pais, ou um deles mantendo relações sexuais quando deveriam estar cuidando, protegendo e guardando seus filhos.
Essas experiências abrem portas espirituais, feridas emocionais e padrões de comportamento que, com o tempo, se transformam em vícios. A pornografia nunca vem sozinha; ela carrega consigo culpa, vergonha, isolamento, distorção da sexualidade e destruição da intimidade conjugal.
As consequências são sérias. Casamentos têm sido desfeitos, famílias destruídas e ministérios interrompidos por escolhas que, muitas vezes, começaram em segredo. A pornografia se tornou uma das principais armas do inimigo contra a aliança matrimonial, roubando confiança, quebrando vínculos e apagando o prazer legítimo que Deus criou para o casamento.
A Palavra de Deus nos alerta que nossa luta não é contra carne e sangue, mas contra forças espirituais que operam nas regiões celestiais:
“Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais”
(Efésios 6:12)
Em Juízes 16, vemos um homem consagrado a Deus, Sansão se perder nos braços de uma prostituta. Ele não perdeu apenas sua força física; perdeu a unção, o chamado, a família, a visão espiritual e, por fim, terminou cego e zombado, exatamente como muitos ainda estão terminando nos dias de hoje.
Quando observamos atentamente o texto, percebemos algo profundo:
A luta não era apenas de Dalila ou dos príncipes dos filisteus. O texto declara claramente:
“Então os príncipes dos filisteus subiram a ela e disseram: Persuade-o…”
(Juízes 16:5)
Por trás daquela armadilha estava um sistema espiritual. Não era apenas sedução humana; era Dagom tentando vencer um escolhido de Deus. O objetivo nunca foi o prazer, mas a destruição do propósito.
Então os príncipes dos filisteus se ajuntaram para oferecer um grande sacrifício ao seu deus Dagom, e para se alegrarem, e diziam: Nosso deus nos entregou nas mãos a Sansão, nosso inimigo. Juízes 16:23
Por isso, fica a pergunta que precisa ser feita com honestidade:
Você ainda acha que é apenas força de vontade?
Ou consegue perceber que existe uma batalha espiritual travada contra sua identidade, sua família e seu chamado?
A boa notícia é que onde o pecado abundou, superabundou a graça (Romanos 5:20). Há libertação, restauração e cura em Cristo Jesus para aqueles que reconhecem, se arrependem e decidem romper com esse ciclo de escravidão.
Deus não chamou Seus filhos para viverem presos, mas livres.
“Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”
(João 8:36)

